O governo de Pernambuco decidiu frear a reabertura da economia em 85 municípios, que não acompanharão as demais cidades na terceira etapa do plano de convivência, a partir da segunda (15). Diante desse quadro, o secretário de Saúde, André Longo, afirmou, nesta quinta (11), que essas localidades precisam de uma “cota maior de sacrifício”. O gestor disse também que as áreas terão atenção especial para diminuir a incidência do novo coronavírus.

“De maneira geral, os dados da doença apontam para uma queda do numero de casos e óbitos no estado, mas, nestas localidades, nestas regiões, isto não vem se apresentando da mesma forma”, afirmou Longo.

O secretário de Planejamento e Gestão, Alexandre Rebelo, revelou quais indicadores o estado avalia para determinar o avanço ou o retardamento de cada cidade ou região no plano de flexibilização econômica.

“Continuamente, iremos analisar três grandes indicadores: o primeiro é a ocorrência de novos casos de Síndrome Respiratória Aguda Grave (SRAG), de Covid-19, a ocorrência de óbitos relacionados a essas situações e principalmente a demanda sobre o sistema de saúde”, afirmou Rebelo.

Esses dados das Gerências Regionais de Saúde (Geres) de Palmares e Goiana, na Zona da Mata, e Caruaru, Garanhuns, no Agreste, não acompanharam a evolução que se registrou no restante do estado, de acordo com a gestão estadual. Por isso, terão o processo de reabertura retardados.

O secretário de Saúde, André Longo, explicou por que cidades como Caruaru e Garanhuns têm situações preocupantes.

“No caso da segunda macrorregião, que engloba o Agreste, tomamos essa decisão pela importância e poder de propagação dessas regiões comerciais de Caruaru e Garanhuns, que despontam como cidades que agregam uma atividade comercial e irradiam para toda aquelas regiões e que têm mostrado números preocupantes no sentido de um maior número de casos, semana após semana, de pacientes que precisam de terapia intensiva. São áreas com um potencial de ser polo de circulação de pessoas e, portanto, de possível irradiação da contaminação”, disse.

As regiões em questão, segundo Longo, receberão atenção especial do governo de Pernambuco, que planeja ações em parceria com prefeituras e lideranças políticas.

“As atividades contarão com distribuição de máscaras, cestas básicas, produtos de higiene, além de atenção para grupos vulneráveis como idosos e pessoas em situação de rua”, declarou.