Carnaval de Gravatá: Foto: Ruan Marques

Com a crise que diversas cidades de Pernambuco vem enfrentando devido ao Coronavírus e a proibição da realização de eventos no estado, o que inclui: Shows particulares ou públicos, cidades que dependem única e exclusivamente do Turismo de Eventos, ou que tem como carro-chefe essa categoria, devem adotar novas medidas a partir de 2021.

Com grande baixa, quem mais sofre com a paralização mesmo que momentânea dessa categoria, são as Bandas com músicos e vocalistas, cantores e músicos independentes, promotores de eventos, produtores musicais, empresas de estrutura de palco, som, iluminação, empresas que cuidam da higienização dos eventos, e principalmente, empresas de segurança, barraqueiros e as cidades que dependem desse meio para gerar renda.

Além dos músicos e empresas, Hotéis, Pousadas, Flats e Condomínios também são afetados que a baixa nas hospedagens, já que as cidades não oferecem o entretenimento turístico.

Vale lembrar que o Comércio local também sofre com a paralização do turismo de eventos, já que é nesses períodos festivos que o comércio se prepara para receber turistas e a própria população residente que faz suas compras.

Um grande exemplo disso é Gravatá, cidade que fica distante 85,9 km da capital pernambucana e é referência quando se trata de Turismo de Eventos. Tem um dos melhores Carnavais, Semana Santa, São João, e o Natal Luz, eventos que são essenciais para a cidade e que atraem milhares de turistas ano após ano, mas infelizmente, foram interrompidos devido a pandemia.

São João de Gravatá: Foto: Arquivo

Outros eventos que são realizados na cidade é a Festa de Reis, Festa da Maroquinha (Distrito de Avencas), Gravatá Jazz Festival e o Virtuosi na Igreja da Matriz de Sant’Ána, que também foram interrompidos.

Gravatá também é referência nas redes hoteleiras, onde compõe um dos maiores número de Hotéis, Pousadas, Flats e Condomínios da região. Sem falar do Mercado Cultural, que também é referência.

Com isso, Gravatá e outras cidades a partir do próximo ano, devem adotar medidas para tentar viabilizar novas formas de gerar rendas para os cofres públicos e não só se apegar a uma única categoria.

Além disso, devem viabilizar, mesmo que de forma restrita, seguindo todos os protocolos de prevenção a COVID-19, formas que a categoria do Turismo de Eventos volte a funcionar nas cidades, garantindo o sustento dos envolvidos e das cidades.

Atualmente, o Brasil no Turismo, responde por 8,7% do PIB – Produto interno bruto, segundo indicadores oficiais do MTUR, que também mostra uma possível queda para 8.5% em 2021.